
Se não lhe interessa pôr páginas na Web para já, não precisa de se incomodar com isto.
E agora? É verdade que tem uma página, ainda que não muito interessante, mas no seu computador. Para estar mais visível, poderá:
(Já agora, isto aqui acima é uma lista).
Para a colocar na Internet, tem de ter um servidor de HTTP (HyperText Transfer Protocol) que aceite as suas páginas, de preferência de graça. Ora cada vez menos há galinha gorda por pouco dinheiro. Os servidores que aceitam páginas de graça pagam-se inserindo publicidade ou ficando-lhe com o e-mail para lhe enviar publicidade, tudo isso às claras ou não.
Procure primeiro no seu ISP (Internet Service Provider). Se tem um acesso à Internet, é provável que também tenha algum espaço de web já incluido, ou que o possa negociar por pouco dinheiro.
Veja também na sua instituição. Algumas poderão permitir alojamento de páginas pessoais sem muitos entraves burocráticos. Não aceite situações em que não tenha controlo pessoal sobre o conteúdo da sua páginas em qualquer altura do dia ou da noite.
Procure agora num search engine. Ainda que haja sítios grátis, como o GeoCities da Yahoo, lembre-se que terão, quase sempre, contrapartidas. Pode procurar, por exemplo, aqui e seguramente que em muitos outros sítios. Tenha em atenção o que pretende fazer, e coisas como o espaço em disco que lhe oferecem (5 Mb pode ser pouco, 100 Mb é generoso), quotas máximas de tranferência que lhe permitem, restrições em tamanho e tipo de ficheiros (podem ser excluidos ficheiros comprimidos, executáveis ou de Word, p. ex.) e tudo o mais que lhe interesse. Nestes contactos poderá ser útil usar um endereço de e-mail que não use frequentemente.
Finalmente, considere que os servidores pagos raramente lhe exigem importâncias muito elevadas, sendo suposto que lhe dêem mais garantias de qualidade e transparência de serviço.
A questão, se é que existe, em alojar as suas páginas uma vez encontrado o servidor, consiste em saber como se faz a transferência dos ficheiros e como pode gerir o seu espaço em disco.
A transferência de ficheiros é, geralmente, feita de uma de duas maneiras: por FTP (File Transfer Protocol) ou através de um programa gestor próprio do site, caso em que não lhe é necessário encontrar um programa cliente de FTP. Em qualquer dos caso terá de aprender a trabalhar com o programa.
A transferência FTP só costuma ser oferecida em sites melhores (pagos), que muito possivelmente lhe permitirão também personalizar o seu endereço Web e lhe darão uns tantos endereços de e-mail.
Os programas de FTP mais populares têm sido o Cute FTP e o WS FTP. Já nenhum deles é gratuito; restam o bastante bom Coffee Cup Free FTP e o agora bastantedecente, e capaz de executar scripts (automatização das operações), FTP do Windows em janela de DOS (abra uma janela de DOS e escreva ftp -?). Sem que isso signifique um endosso de espécie alguma, eis algumas outras possibilidades, das quais algumas são gratuitas:
O MS-DOS têm um cliente de FTP de linha de comando, que executa scripts. No W98 tem tendência a mudar minúsculas e maiúsculas. Requer uma abordagem mais conceptual que visual, por funcionar com a linha de comandos. Em último caso, está lá e funciona. Experimente ftp -h, e ftp seguido de help na linha de comandos ftp>. Para terminar, quit.
Tudo isto ainda é pouco útil se não se der a conhecer ao mundo. Para tal deve submeter a sua página à indexação pelos search engines. De outra forma é como ter um telefone confidencial, de que se não dá o número. Como de costume, alguns fazem-no de graça em search engines desconhecidos, e pedem uma compensação monetária para submeter o site aos conhecidos. Eis alguns pontos onde é possível começar:
A certo ponto, que poderá estar no passado, poderá ter-se aborrecido de escrever coisas como
<li><a href="http://www.google.pt/add_url.html">Google</a></li>e coisas piores, quando lhe basta escrever o URL, seleccionar, clicar num botão e dar a descrição do URL. Existem duas soluções gratuitas: o NoteTab Light e o HTML Kit. Ambos são editores de texto, tal como o Notepad, mas quer um quer outro têm muito, muito mais capacidades. A minha preferência pessoal vai para o primeiro, se bem que o segundo tenha um visual mais contemporâneo. Experimente ambos. Se ao segundo falta a capacidade de trocar caracteres por entidades (seja, por exemplo, "à" por à, que se encontra aqui), ao primeiro falta um programa de sugestões de estilo de HTML (o Tidy HTML). Em ambos os casos podem ser acrescentados com facilidade.
Mais um editor gratuito muito interessante (o que significa que ainda lhe não estou a a encontrar-lhe as insuficiências, fora inserir algum HTML inútil aqui e ali) é o NVU, que também tem uma edição portátil, significando que não exige instalação e corre até numa pen-drive em qualquer computador que use. Tem um editor visual (WYSIWIG) e FTP incorporado (que, no entanto, parece ter ideias próprias).
Experimente mais ainda, mas mantenha esta regra: no momento em que o editor começar a fazer HTML que você não compreende, você já não controla o que faz.
Podemos agora continuar para a parte seguinte.
